Documentação sobre Inscrições, Matrículas e Avaliações
Informação não tratada arquivisticamente.
Nível de descrição
Série
Código de referência
PT/ULISBOA/SC-MUSEUS-EPL/SEC/A02
Tipo de título
Atribuído
Título
Documentação sobre Inscrições, Matrículas e Avaliações
Datas de produção
1837
a
1911
Dimensão e volume de dados
105 Livro(s)s
Âmbito e conteúdo
Documentação relativa a inscrição no ano letivo, matrícula na Escola Politécnica de Lisboa e dos resultados de exames dos alunos da EPL, predominantemente registos. O decreto fundador divide os alunos em classe de ordinários e classe de voluntários, estabelecendo o modo como categoria de aluno realiza os actos de matrícula, inscrição e exame e os procedimentos de registo dos mesmos, da competência da secretaria, e lentes. Todos estes actos são cobrados pelo Tesoureiro da EPL (art.º 25). No art.º 43 do mesmo decreto, o lente substituto mais moderno é incumbido de fazer o assento em livro próprio, que não deverá ser revelado antes do exame final. “Do resultado de cada um dos exames se fará assento no livro dos Actos, aonde os Membros do Júri se assinarão de novo (…)” (art.º 51). Os alunos que não fizerem os exames na época definida, perderão (“será cassada”) a licença de frequência, devendo repetir com autorização do Governo. Excepto de tiver aproveitamento nas restantes cadeiras, podendo assim matricular-se nas do ano seguinte.O Regulamento de faltas e matrículas de 1851 especifica as condições para os indivíduos militares requererem matrícula como ordinários. Quanto à avaliação por exame anual, o ponto (listagem de questões) é tirado à sorte de uma urna, que conterá pelo menos dez pontos diferentes. Este modo aleatório de selecionar os conjuntos de questões está definido no decreto fundador, esclarecendo também que cada ponto constará de 50 perguntas, cada uma das quais com valores de 10 a 50. As respostas são escritas e assinadas pelo examinado. O júri do exame avalia as respostas e determina os aprovados ou reprovados. Os reprovados podem fazer novo exame, caso tenham tido boas qualificações nos exames bi ou trimestrais. “Do resultado de cada um dos exames se fará assento no livro dos Actos, aonde os Membros do Júri se assinarão de novo; e as provas dos mesmos exames serão conservadas no Arquivo da Escola” (art.º 51). A Portaria de 12 de junho de 1853 define que a classificação dos exames constará de 3 graus, para haver equivalência entre os alunos da EPL e os da Faculdade de Matemática (Universidade de Coimbra). Em 1854 é publicado o Regulamento da Escola Politécnica de Lisboa que determina à Secretaria receber o “Livro para os assentamentos dos exames finais ordinários de todas as cadeiras da escola (dividido por aulas) ” (art.º 92), iniciado cada ano letivo.O regulamento refere-se a um “Livro grande da Secretaria” onde o Secretário deveria copiar os assentos (ou “assentamentos”) dos resultados de exames. O regulamento de 1854 indica também outro livro “para o assentamento de todos os exames extraordinários (dividido por aulas) ” repetindo o procedimento dos ordinários. Os pontos são numerados e assinados pelo Presidente e Secretário do Conselho Escolar e pelo lente da cadeira. Dois dos livros de registo concernem os termos da “tiragem” (sorteio) de pontos para exames. A documentação gerada por alunos nos momentos avaliativos e candidatos a prémio encontra-se enquadrada na secção específica, assim como os trabalhos práticos de alunos que frequentavam cadeiras com aulas em estabelecimentos anexos.
Classificação grau de segurança
Existência e localização de originais
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Notas de publicação
Referência bibliográficaGENS, Vítor. Guia de fundos do Arquivo Histórico do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa. Lisboa: Ciência Gráfica, 2011. 128 p. ISBN 978-972-98709-9-6.
Publicador
branca.mories
Data de publicação
08/09/2025 14:23:58